Saúde Intestinal

por Nutricionista Camila Oliveira

A pele vive

por Dra. Flavia Cipriani

Esporte e qualidade de vida

por Dr. Dimas Democh

A pele vive

Diariamente sou questionada sobre os cuidados para com a pele. Sempre inicio uma consulta explicando sobre a importância de cuidar deste órgão nobre.

A pele é o maior órgão do corpo humano, ela é responsável pela proteção de nosso organismo contra as agressões externas e também auxilia na manutenção de nossa temperatura corporal. A todo o momento, sofremos a ação dos raios ultravioleta, poeira, produtos químicos, vento, frio, calor, enfim... uma gama de ataques que podem comprometer a integridade de nosso corpo. Para nos defender, nossa pele precisa estar íntegra.

Os cuidados com a pele vão desde a hidratação diária, com a aplicação direta sobre a pele de um creme ou loção hidratante com a composição formulada para cada tipo de pele, uso de protetor solar, com FPS no mínimo 30, e limpeza com produtos menos agressivos. Mas também são relevantes a ingestão adequada de água e uma boa alimentação. A ação sinérgica destes cuidados é que irá proporcionar uma pele saudável e de boa aparência.

Uma pele ressecada tem sua integridade comprometida, o que deixará nosso corpo sujeito à entrada de microrganismos (vírus, bactérias, fungos...) e substâncias irritantes que poderão causar desde um leve desconforto local até a uma grave infecção, que pode comprometer órgãos internos, nos casos extremos.

A proteção solar traz enormes benefícios para a saúde da pele. Sabe-se que a radiação solar (UVA e UVB) é responsável por cerca de 90% de nosso envelhecimento (fotoenvelhecimento ou envelhecimento extrínseco). Além disso, o câncer de pele é o tipo de câncer mais prevalente no Brasil, o que é inconcebível nos tempos em que vivemos, uma vez que este tipo de câncer é evitável com a utilização, de forma adequada, de um fotoprotetor diariamente. Ainda podemos citar as manchas de pele causadas pela luz solar como as sardas (efélides), as manchas senis (melanoses e lentigos), manchas de gravidez (melasma) , entre outras, e doenças sistêmicas agravadas pelo sol (como o Lúpus).

Um tema relevante aqui é a polêmica sobre a vitamina D. Mesmo médicos, de outras especialidades, ainda orientam seus pacientes a não utilizarem protetores solares, com o objetivo de prevenir o déficits de vitamina D. O que ocorre: a produção de vitamina D é feita na pele sob a ação dos raios ultravioleta B (UVB), essa radiação solar atinge a terra nos horários próximos ao meio dia (entre 10 e 14h aproximadamente). A exposição ao UVB por 15 minutos, em uma área equivalente ao antebraço, cerca de 3 vezes por semana, já garante a produção de vitamina D de que nosso corpo precisa. A exposição ao sol nos períodos da manhã (antes das 10h) ou da tarde (após às 15h) não é capaz de fornecer-nos a Vitamina D. Sabemos que a radiação UVB é a mais danosa para nossa pele, além das queimaduras solares por ela causadas e da exacerbação de doenças por fotossensibilidade, devemos lembrar do câncer de pele, já citado, do envelhecimento e das tão temidas manchas. Dessa maneira, orientamos nossos pacientes a manterem a proteção solar na face, pescoço e colo diariamente. Já nos antebraços, naqueles pacientes com dosagem de vitamina D abaixo de 30 (índice de referência para o exame laboratorial), pedimos que deixem de reaplicar o

fotoprotetor, 3 dias por semana, no horário do almoço, mantendo as aplicações da manhã e do meio da tarde, garantindo, assim, a produção dessa vitamina. Em casos mais graves de insuficiência (abaixo de 20), a reposição oral de vitamina D estará indicada.

Enfim, com um pouco de carinho com nossa pele, garantimos nossa saúde e bem estar, prevenimos doenças e também o fotoenvelhecimento. Procure sempre o profissional capacitado para orientar e tratar de sua pele, o MÉDICO DERMATOLOGISTA. Porque, afinal, a PELE VIVE...

Dra. Flavia Cipriani

Dra Flavia Cipriani Médica DERMATOLOGISTA titular da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) Título de Dermatologista pela SBD